alicerce

sexta-feira, 16 de junho de 2017

"No seu mundo" Jodi Picoult

Já peguei neste livro no ano passado. Não sei exatamente mas devo ter demorado 6 meses e pouco a lê-lo porque para além de parar várias vezes de o ler, muitas vezes só lia 2 páginas e tendo em conta que o livro tem mais de 700 já era de esperar que iria demorar imenso (ainda por cima demoro sempre mais tempo do que desejaria a ler livros).

É um livro cuja história não é verídica mas é lida como se fosse. Isto porque é uma história com todo o enredo possível de acontecer. Fala da Síndrome de Asperger e aborda-a de uma maneira tão intensa que ficamos a perceber exactamente do que se trata a doença.

É escrita na primeira pessoa, sendo que, cada capítulo é contado por uma personagem. Adoro este tipo de histórias porque nos dá a visão geral de toda a história pelo olhar de cada personagem. Confesso que fiquei mergulhada no livro mais ao menos a meio da história pela intensidade que estava a ser vivida mas agora talvez nas últimas 100-150 páginas estava a tornar-se cansativo e redundante porque estava a ser relatado ao pormenor o julgamento do Jacob (personagem principal).
Conta-nos a história de um rapaz, já adulto, com esta síndrome e aborda a rotina do mesmo. À medida que é contada a história percebe-se o desespero da sua mãe, que solteira, toma conta de 2 rapazes e tenta dividir a atenção pelos dois sendo que nem sempre é bem sucedida uma vez que Jacob necessita de mais atenção por parte dela.  Ela faz de tudo para tentar sempre que o filho seja tratado como uma criança normal da sua idade e recorre a todo o tipo de tratamentos possíveis, contratando até uma terapeuta. Um dia, esta última é encontrada morta em casa e tudo muda. As pistas apontam para que tenha sido Jacob a matá-la e a sua mãe vê-se obrigada a tentar que o seu filho não seja preso alegando que este sofre de síndrome de Asperger e não tem capacidade para compreender o que fez.

ADOREI!!! E acho incrível os pormenores com que a autora escreve o livro porque faz-nos mesmo pensar que ela estaria a viver a história.

domingo, 14 de maio de 2017

"A Cabana"

Ontem foi um dia especial, para além do Salvador Sobral ter conseguido uma vitória à muito idealizada pelo povo português, fui ao cinema ver um filme que há umas semanas ansiava ver. A Cabana.

Há cerca de três anos, como habitualmente, ia eu fazer as minhas compras da semana ao continente e eis a minha felicidade quando vejo que havia uma banquinha que dizia leve 2 livros pague 1!!! Vocês não estão a perceber, eu sou viciada em comprar livros.... na verdade, fui durante para aí três semanas depois desisti pelo preço. Enfim, coisas da vida. Não foi disto que vim aqui falar. 
Como normalmente, quando vou comprar livros, lei-o o resumo na contra capa e, não sabendo bem porquê, comprei "A Cabana" e outro livro do qual já não me recordo. Encostei-os durante algum tempo porque estava a ler outros livros e quando finalmente decidi pegar neste livro, a minha história mudou. 
Agarrei-me de tal modo à história que todas as ideologias que vivia deixaram de fazer sentido. Passei a ver o mundo de outra forma. Passei a acreditar no que tinha deixado de acreditar. Passei a viver o que tinha deixado de viver. É difícil explicar uma coisa quando ela é vivida por nós, e principalmente, quando se toca de vivências espirituais. Não dá para explicar mas a forma de ver o mundo, como é descrita no livro, ou seja, os ensinamentos que ele conserva são os meus ensinamentos, aqueles que eu levo para a vida e que quero passar aos meus filhos. Não falo das crenças. Falo dos valores intrínsecos. Falo da verdade, falo do que quero que eles sejam enquanto pessoas e não enquanto crentes. 
Ontem, foi bom recordar aquela história. Foi bom ver o filme com os olhos que eu não vi quando lia o livro. Foi bom ver com outra perspectiva, analisar o que eu própria não consegui percepcionar. E saí do cinema de coração cheio. Coração cheio de valores. Porque é isso que eu procuro todos os dias na minha vida. Valores. É assim que eu sou. 
Sou uma eterna apaixonada e acredito que o amor move o mundo. Este filme foi a junção disso mesmo para mim. A crença de que viver rodeado de amor é a melhor forma de se viver. E por eu ser assim, não posso deixar de acreditar. 

Acreditem no que vos faz felizes. 




quinta-feira, 27 de abril de 2017

Lucidez alimentar

Hoje apetece - me falar um pouco sobre lucidez alimentar. Não sou nutricionista (infelizmente) mas sou uma pessoa apaixonada pela alimentação e tenho lido e visto algumas coisas que gostava de partilhar com este "meu mundo".
Este tema está um pouco relacionado com uma dieta ou estilo de vida (talvez este seja o termo mais correto) que é o estilo paleo. Paleo está relacionado com o termo "Paleolítico" e muito resumidamente é ter uma alimentação com base em alimentos, excluindo todos e quaisquer produtos alimentares. Está muito na moda porque as pessoas conseguem obter grandes resultados a nível da perda de peso e principalmente da forma como se sentem após algum tempo nessa caminhada. Isto acontece principalmente porque as pessoas reduzem o consumo de hidratos de carbono (substituem - nos e muitas vezes até os eliminam) em detrimento de uma maior porção de legumes. Outra razão está relacionada com o facto de praticamente todos os alimentos que consumimos serem modificados, tratados antes de chegarem até nós. Ingerimos químicos em tudo o que comemos e já é quase impossível contornar isto mas há coisas simples que podemos fazer na tentativa de eliminar estes químicos, muitas vezes produtos cancerígenos, corantes, conservantes e outras substâncias que, decididamente em nada nos ajudam na nossa saúde. Como neste estilo há a eliminação total destes, os resultados consequentemente também vão aparecendo.
Não sigo este estilo de vida porque confesso não conseguiria viver, por exemplo, sem o meu arroz e a minha massa. No entanto, este conceito e outras coisas que me têm chegado têm - me feito pensar nas coisas que comemos. Neste estilo de vida não há restrição total de açúcares (ainda que sejam específicos), não há restrição de por exemplo comer um bolo (ainda que obviamente utilizando os ingredientes adequados a este estilo para o fazer). O que acontece é que há um equilíbrio alimentar mas principalmente uma reeducação que faz eliminar todos estes químicos que falei anteriormente. E não serão também eles grandes causadores de todas as doenças desde a obesidade a cancros, por exemplo?
Só queria deixar esta ideia no ar que o mais importante por vezes não é comermos algo pouco calórico. Por vezes o ideal é mesmo procurarmos produtos alimentares com uma constituição minimamente aceitável, tentando sempre escolhe-los olhando para os rótulos e eliminando aqueles que tenham em maior quantidade aquele tipo de substâncias. Posso dar um exemplo muito concreto: comprei uma barrita que aparentemente é umas das melhores do mercado a nível nutricional porque é baixa em hidratos de carbono, no entanto, a compensar esta falta destes é rica outras substâncias que definitivamente não nos fazem falta alguma.
Queria apenas deixar este pensamento no ar, tentando que uma pessoa que seja comece a ler os rótulos com mais atenção.
Sejam felizes.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Be your own inspiration

O que sou eu, sem mim?
Andando um bocado às voltas deste tema surgiu - me o conceito de que nós devemos ser a nossa própria inspiração. Não digo que não devemos motivarmo-nos nos outros. Falo apenas do conceito simples que é valorizarmos o que fazemos. Até as mais pequeninas e insignificantes mudanças, conquistas, vitórias. Tudo depende da forma como vemos o mundo e se, por exemplo, para mim a maior vitória do mundo for começar a gostar de batata doce (aconteceu à pouco tempo) para ti a maior vitória do mundo pode ser correr uma maratona. Nenhuma destas visões pode ser qualificada como uma maior ou menor vitória (ainda que à escala humana todos tenhamos consciência de que correr uma maratona será muito mais desgastante fisicamente do que gastar batata doce, acontece que não é isso que quero ponderar agora) porque uma vitória é algo pessoal. Algo que depende apenas da pessoa que vive aquele momento, depende do valor que essa pessoa lhe dá. Então a ideia é sermos a nossa própria inspiração, valorizando as coisas mais simples, inspirando - nos a nós mesmos a sermos melhores todos os dias. Podemos até ir buscar inspiração ao mundo mas devemos ter consciência que esta vem de dentro de nós e até o homem mais persuasivo à face da terra só nos move se quisermos. 

sábado, 15 de abril de 2017

#dicasdarafa

Sinto que tenho muito mais para dizer ao mundo, "ao meu mundo" do que simples receitas ou pensamentos aleatórios que me vêm à cabeça. Esta ideia veio-me à cabeça e peguei num caderno e comecei a escrever, coisas aleatórias simples que possa partilhar com quem esteja disposto a ouvir-me. O meu objetivo é apenas poder inspirar alguém com estas mensagens. Dar-lhes alento ou até mesmo algumas dicas. Como costumo dizer sempre: se estas mensagens servirem para ajudar, alertar, mudar alguma pessoa, uma única pessoa, já ficarei feliz. E não digo isto para ficar bem, porque não tenho necessidade disso, digo-o apenas por ser o que sinto.

A primeira dica da rafa só podia ser o meu objetivo diário. Aquele para o qual luto todos os dias e é simples mas muitas vezes esquecemo-nos disto. Fazer aquilo que nos faz feliz. Sem remorços nem dúvidas. Beijem, amem, dancem, cantem, gritem, riam-se.... façam aquilo que vos fizer feliz. Só isso. Arrisquem.

sentir vida

Quero partilhar convosco uma história que ouvi hoje e me deixou completamente sem palavras. Estava a começar o treino com uma amiga, chega um senhor, cerca de 60 e tal anos de idade e disse assim à minha amiga: "Ontem fiz trx, abs, sprint, máquinas e ainda fui ao running. Estou mais viciado nisto (ginásio/ exercício) do que quando fumava umas ganzas". Se a história das ganzas era verdade, eu não sei mas há uma mensagem muito mais tocante por detrás disso. A mudança, para melhor, que o exercício nos traz.
Por momentos foi inevitável soltar um sorriso subtil. Ouvi-lo dizer aquilo fez-me sentir inicialmente que iria chegar à idade dele e não iria fazer metade do que ele fez. Minutos depois fez-me pensar que o exercício pode realmente mudar o mundo para melhor. O exercício em si envolve muito mais áreas do que propriamente só e apenas o suor ou o cansaço daqueles breves momentos. Traz uma preocupação maior, quase imediata, pela alimentação, pelo corpo, pela pessoa. Liberta a mente e deixa-nos sem problemas durante aquela hora do dia. Faz-nos conviver, sorrir. É para muitos o único escape, a única felicidade durante aquelas, por vezes difíceis, 24 horas do dia.
Poderia escrever e contar várias histórias mas deixo apenas o desafio, àqueles que lerem esta mensagem e estiverem em casa fechados, ou no computador, ou no telemóvel. Saiam de casa. Mexam-se. Seja a caminhar ou correr, sozinhos mas de preferência acompanhados (porque uns puxam os outros).
Experimentem e no final contem-me o que sentiram quando voltaram ao vosso mundo, quando voltaram a sentar-se no sofá. Há sentimentos que podem ser contados mas só quem vive e que os sente.
Queiram sentir vida.