alicerce

quinta-feira, 27 de julho de 2017

legumes salteados viciantes

Estou completamente viciada nestes legumes salteados!!! E sinceramente não há como não ficar!!! Por favor, mesmo quem pensa que não gosta de legumes e se lerem este post percam uns minutos da vossa vida e experimentem isto! Eu juro que não se arrependerão.

A receita é super fácil e deliciosa para caramba :)
Os ingredientes são:
-couve coração
-cenoura
-courgete
-azeite
-alho

 Servido com peixe- dourada grelhada e pescada cozida, respectivamente. 


Partem couve coração bem fininha, normalmente eu até nem tiro os troços porque gosto de sentir aquela parte mais durinha. O que eu faço é colocar logo numa frigideira e inicio o próximo passo já neste recipiente. Raspo uma cenoura ou duas, dependendo do tamanho e courgete também a gosto. Relativamente à casca da courgete e da cenoura eu não tiro, só lavo e raspo no raspador e normalmente até deixo as pevides da courgete também. Depois deste passo dificílimo acrescento um fio de azeite em todos os legumes e amasso o alho com uma faca- o processo é: pegar no alho ainda com casca e com a faca de lado amassar o alho e colocar cerca de 3 dentes em cima do preparado dos legumes.
Coloco em lume brando com um testo em cima para "cozer" um pouco os legumes. Vou mexendo de vez em quando para não agarrar e ver se já estão cozidos. Quando estiver um cheirinho bom e os legumes parecerem quase prontos, retiro o testo e deixo que a água se evapore bem, mexendo também durante o processo.
Depois é só servir e deliciarem-se !!!



 Servido com hamburguer de frango e novamente com pescada cozida mas desta vez num formato de salada. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

pink hair

Dizem que sou de ideias fixas e o que hoje queria partilhar convosco como aconteceu esta mudança de cor de cabelo. Geralmente, as minhas melhores ideias surgem quando estou a dormir, ou seja, talvez esteja entre o sonho e o pensamento, não sei. O engraçado é que quando estou preocupada com algum assunto é durante o sono que resolvo e rearranjo os meus pensamentos. Desta vez foi igual.


Há uns dias surgiu-me a ideia de mudar. Fazer coisas que só agora posso fazer. Mudar enquanto posso mudar. Sinto que este ano e os últimos anos da minha vida têm sido anos de muitas aprendizagens a nível pessoal. Tenho-me desenvolvido como pessoa de uma forma que não pensei algum dia que acontecesse. Mas a verdade é que surgiu naturalmente. Juntamente com estes pensamentos de mudança surgiu-me a ideia repentina de mudar de cor de cabelo. Essa ideia foi ficando e partilhei-a apenas com uma amiga. No entanto, aproximavam-se os meus anos e agora, que ia fazer 20 anos tinha de o fazer. Enquanto é tempo para as maluqueiras, enquanto sou "criança" e tenho desculpa para o fazer. Pus essa ideia na cabeça, num dia fui falar com a minha cabeleireira e no outro fiz. Confesso que não pensei muito. Mas também não me arrependi. Há coisas que não podemos olhar muito para trás quando as queremos fazer e eu penso muito assim. O que tem de ser feito, é e pronto. O único dilema que eu tinha era na cor do cabelo que ia escolher e eu estava indecisa entre o azul, roxo ou rosa bebé. Fiquei sem dúvidas quando me lembrei de uma máxima minha "fazer sempre a primeira coisa que me vem à cabeça" e neste momento a primeira cor foi o rosa bebé. E assim foi.

No ano passado fiz umas babylights suaves pelo cabelo na altura do verão também e aconteceu-me algo estranho. No momento a seguir de o ter feito assustei-me, senti a diferença e custou mais a adaptação àquela mudança mínima. Desta vez, enquanto pintava o cabelo parecia que me sentia "em casa". Como se o teu coração te dissesse que aquele era o caminho. E estava calma. Estava como sempre estou quando coloco as minhas decisões na tua mão.

A mensagem que vos quero deixar é que não tenham medo de arriscar. A vida são dois dias e quando derem por vocês estarão enclausurados sem poderem fazer as maluqueiras que não fizeram quando deviam. Façam o que querem fazer mas com a cabeça no lugar, pensando que as consequências de um acontecimento mal delineado compensarão o esforço. Deitem-se todos os dias na cama e pensem "hoje fui feliz?" e se a resposta for "não", por favor, acordem e façam acontecer.

terça-feira, 25 de julho de 2017

"what the health" uma opinião contrária

Decidi escrever um pouco acerca deste documentário porque felizmente ou infelizmente vi imensas pessoas a quererem mudar por completo o seu estilo de vida após a visualização do mesmo. Antes de mais, queria referir que o documentário está extremamente bem feito e conseguido e que realmente tem o impacto desejado aquando a sua realização no espectador. 
Relativamente ao conteúdo em si há imensos ensinamentos que devemos retirar e talvez tentar adaptar a nossa própria alimentação. O que acontece é que eu sou apologista de um equilíbrio total, ou seja, não necessariamente o corte total de carne, peixe, ovos e lacticínios. Acho que tudo pode ser consumido com peso e medida e quando falam algures num documentário que o consumo distanciado destes alimentos não traz benefícios a minha questão seria: mostrem-me estudos, números, valores! Acredito que cada um pode falar por si e que ser vegan traga muito mais bem estar do que eu mesma possa imaginar mas também estou consciencializada de que há todo um histórico muito presente deste tipo de alimentação na nossa sociedade. Mas muito mais do que isto, eu acredito que a mudança não deve ser feita numa pessoa que só passa os dias a comer fast food para de um dia para o outro ser vegan mas por exemplo, numa pessoa que passa os dias a comer fast food e começa a ter uma alimentação equilibrada. Eu acho que a chave está aqui. Penso que o processo de passagem para uma alimentação vegan deve ser muito ponderada mas especialmente para alguém que já vive uma alimentação saudável e pretende torná-la ainda mais, digamos, "limpa". E há outros mil e um factos que não podemos descartar que são alguns deles por exemplo: tudo o que comemos está, neste momento, inundado de químicos e desengane-se quem acha que ser vegan vai salvar o organismo de adubos, etc. É por isto que eu adoro o equilíbrio.
A verdade é que também falo um bocado a meu favor porque penso que nunca conseguirei seguir este estilo de vida. Adoro carne, peixe, lacticínios e ovos e incluo-os na minha alimentação em todas as pausas como fonte de proteína. Mas mais do que isso, acho que as pessoas têm de ser mais informadas sobre o que querem e o que veem. 
A todas as pessoas que estão a pensar seguir este estilo de vida, o que eu peço do fundo do coração, é que procurem ajuda para o fazer. Digam o que disserem, há imensos nutrientes neste tipo de alimentos aos quais o nosso organismo está habituado e há que fazer um desmame contínuo e lento de tudo isto. Se o querem fazer consciencializem-se de que terão de aprender a cozinhar, levar marmitas para todo o lado e reaprender a fazer tudo do início. Nem tudo é assim tão fácil como imaginam. 
Mais especificamente sobre o documentário, queria apenas alertar que, obviamente, foram selecionadas opiniões e eliminadas outras tendo em conta a finalidade do documentário. Não quero com isto dizer que existem afirmações erradas ou contornadas mas quero apenas alertar e suscitar o espírito crítico de cada um e que este não sirva para aceitar tudo o que nos dizem, mas pelo contrário, para questionar tudo o que nos dizem. Faz parte da aprendizagem. 

Façam aquilo que vos faz felizes. 
Resultado de imagem para what the health 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

"No seu mundo" Jodi Picoult

Já peguei neste livro no ano passado. Não sei exatamente mas devo ter demorado 6 meses e pouco a lê-lo porque para além de parar várias vezes de o ler, muitas vezes só lia 2 páginas e tendo em conta que o livro tem mais de 700 já era de esperar que iria demorar imenso (ainda por cima demoro sempre mais tempo do que desejaria a ler livros).

É um livro cuja história não é verídica mas é lida como se fosse. Isto porque é uma história com todo o enredo possível de acontecer. Fala da Síndrome de Asperger e aborda-a de uma maneira tão intensa que ficamos a perceber exactamente do que se trata a doença.

É escrita na primeira pessoa, sendo que, cada capítulo é contado por uma personagem. Adoro este tipo de histórias porque nos dá a visão geral de toda a história pelo olhar de cada personagem. Confesso que fiquei mergulhada no livro mais ao menos a meio da história pela intensidade que estava a ser vivida mas agora talvez nas últimas 100-150 páginas estava a tornar-se cansativo e redundante porque estava a ser relatado ao pormenor o julgamento do Jacob (personagem principal).
Conta-nos a história de um rapaz, já adulto, com esta síndrome e aborda a rotina do mesmo. À medida que é contada a história percebe-se o desespero da sua mãe, que solteira, toma conta de 2 rapazes e tenta dividir a atenção pelos dois sendo que nem sempre é bem sucedida uma vez que Jacob necessita de mais atenção por parte dela.  Ela faz de tudo para tentar sempre que o filho seja tratado como uma criança normal da sua idade e recorre a todo o tipo de tratamentos possíveis, contratando até uma terapeuta. Um dia, esta última é encontrada morta em casa e tudo muda. As pistas apontam para que tenha sido Jacob a matá-la e a sua mãe vê-se obrigada a tentar que o seu filho não seja preso alegando que este sofre de síndrome de Asperger e não tem capacidade para compreender o que fez.

ADOREI!!! E acho incrível os pormenores com que a autora escreve o livro porque faz-nos mesmo pensar que ela estaria a viver a história.

domingo, 14 de maio de 2017

"A Cabana"

Ontem foi um dia especial, para além do Salvador Sobral ter conseguido uma vitória à muito idealizada pelo povo português, fui ao cinema ver um filme que há umas semanas ansiava ver. A Cabana.

Há cerca de três anos, como habitualmente, ia eu fazer as minhas compras da semana ao continente e eis a minha felicidade quando vejo que havia uma banquinha que dizia leve 2 livros pague 1!!! Vocês não estão a perceber, eu sou viciada em comprar livros.... na verdade, fui durante para aí três semanas depois desisti pelo preço. Enfim, coisas da vida. Não foi disto que vim aqui falar. 
Como normalmente, quando vou comprar livros, lei-o o resumo na contra capa e, não sabendo bem porquê, comprei "A Cabana" e outro livro do qual já não me recordo. Encostei-os durante algum tempo porque estava a ler outros livros e quando finalmente decidi pegar neste livro, a minha história mudou. 
Agarrei-me de tal modo à história que todas as ideologias que vivia deixaram de fazer sentido. Passei a ver o mundo de outra forma. Passei a acreditar no que tinha deixado de acreditar. Passei a viver o que tinha deixado de viver. É difícil explicar uma coisa quando ela é vivida por nós, e principalmente, quando se toca de vivências espirituais. Não dá para explicar mas a forma de ver o mundo, como é descrita no livro, ou seja, os ensinamentos que ele conserva são os meus ensinamentos, aqueles que eu levo para a vida e que quero passar aos meus filhos. Não falo das crenças. Falo dos valores intrínsecos. Falo da verdade, falo do que quero que eles sejam enquanto pessoas e não enquanto crentes. 
Ontem, foi bom recordar aquela história. Foi bom ver o filme com os olhos que eu não vi quando lia o livro. Foi bom ver com outra perspectiva, analisar o que eu própria não consegui percepcionar. E saí do cinema de coração cheio. Coração cheio de valores. Porque é isso que eu procuro todos os dias na minha vida. Valores. É assim que eu sou. 
Sou uma eterna apaixonada e acredito que o amor move o mundo. Este filme foi a junção disso mesmo para mim. A crença de que viver rodeado de amor é a melhor forma de se viver. E por eu ser assim, não posso deixar de acreditar. 

Acreditem no que vos faz felizes. 




quinta-feira, 27 de abril de 2017

Lucidez alimentar

Hoje apetece - me falar um pouco sobre lucidez alimentar. Não sou nutricionista (infelizmente) mas sou uma pessoa apaixonada pela alimentação e tenho lido e visto algumas coisas que gostava de partilhar com este "meu mundo".
Este tema está um pouco relacionado com uma dieta ou estilo de vida (talvez este seja o termo mais correto) que é o estilo paleo. Paleo está relacionado com o termo "Paleolítico" e muito resumidamente é ter uma alimentação com base em alimentos, excluindo todos e quaisquer produtos alimentares. Está muito na moda porque as pessoas conseguem obter grandes resultados a nível da perda de peso e principalmente da forma como se sentem após algum tempo nessa caminhada. Isto acontece principalmente porque as pessoas reduzem o consumo de hidratos de carbono (substituem - nos e muitas vezes até os eliminam) em detrimento de uma maior porção de legumes. Outra razão está relacionada com o facto de praticamente todos os alimentos que consumimos serem modificados, tratados antes de chegarem até nós. Ingerimos químicos em tudo o que comemos e já é quase impossível contornar isto mas há coisas simples que podemos fazer na tentativa de eliminar estes químicos, muitas vezes produtos cancerígenos, corantes, conservantes e outras substâncias que, decididamente em nada nos ajudam na nossa saúde. Como neste estilo há a eliminação total destes, os resultados consequentemente também vão aparecendo.
Não sigo este estilo de vida porque confesso não conseguiria viver, por exemplo, sem o meu arroz e a minha massa. No entanto, este conceito e outras coisas que me têm chegado têm - me feito pensar nas coisas que comemos. Neste estilo de vida não há restrição total de açúcares (ainda que sejam específicos), não há restrição de por exemplo comer um bolo (ainda que obviamente utilizando os ingredientes adequados a este estilo para o fazer). O que acontece é que há um equilíbrio alimentar mas principalmente uma reeducação que faz eliminar todos estes químicos que falei anteriormente. E não serão também eles grandes causadores de todas as doenças desde a obesidade a cancros, por exemplo?
Só queria deixar esta ideia no ar que o mais importante por vezes não é comermos algo pouco calórico. Por vezes o ideal é mesmo procurarmos produtos alimentares com uma constituição minimamente aceitável, tentando sempre escolhe-los olhando para os rótulos e eliminando aqueles que tenham em maior quantidade aquele tipo de substâncias. Posso dar um exemplo muito concreto: comprei uma barrita que aparentemente é umas das melhores do mercado a nível nutricional porque é baixa em hidratos de carbono, no entanto, a compensar esta falta destes é rica outras substâncias que definitivamente não nos fazem falta alguma.
Queria apenas deixar este pensamento no ar, tentando que uma pessoa que seja comece a ler os rótulos com mais atenção.
Sejam felizes.