sábado, 18 de julho de 2015
Kickboxing
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Mais um dia
Hoje descobri algo ao qual antes nunca tinha refletido- a visão alheia do nosso amor. E será que essa visão tem importância?
Será que influencia a nossa relação?
Não.
Sim.
Hoje apercebi-me do quão errada é a visão que o mundo tem acerca de mim. O mundo? Bem, não poderei chama-lo desse modo, mas a o meu mundo sim, ou pelo menos daqueles que me são mais próximos e daqueles que deveriam ter a ideia certa da minha realidade. Pensamento vão, reflexão alheia, interpretação falhada. Mas é natural verem - me como um ser infeliz se é apenas nos maus momentos que o mundo no geral está acostumado a relacionar - se. E talvez comigo tenha sido da mesma forma. Naqueles momentos em que o amor falhava, as palavras vãs traíam o sentimento e passavam o pior do que é o melhor deste mundo. Culpa minha? Talvez mas hoje percebi que vivo bem com isso. Então não é que só nós dois e mais ninguém, NINGUÉM sabe dos nossos olhares, do nosso amor, das nossas conversas e do modo como nos relacionamos senão nós? E talvez seja isto que nos mantenha afastado de todos os olhares maldosos e gananciosos do mundo. Talvez seja esta a nossa ingénua proteção contra os que nos veneram invejando. Mas também que interesse tem referir o que nenhuma importância tem para esta situação? Nenhuma. Só é estranho eu sentir que os que me são mais próximos são os que sabem menos acerca da minha felicidade. Engano de alma ou enledo da mente eu não sei, estranha - me apenas que assim o seja. E já o velho ditado o diz também. Quanto mais conheço menos sei. E cada vez me convenço mais disso. Se me magoa? Não, não mesmo, é só uma constatação interessante que nunca tinha refletido ... e deixou-me tão intrigada que me faz pensar que estou a transmitir tudo mal ao meu mundo. Mal? Hmm, ou bem?
Já não sei, já não sei se tem assim tão importância. A única coisa que eu sei é que quero continuar assim deste jeito, incógnita para o mundo e a preencher a minha alma a cada dia que passa.
Mais um dia, mais uma aprendizagem, mais uma reflexão.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Já é noite
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
A idade dos "is"
Entriste-me loucamente o modo como os "adultos" se relacionam. Parece que lhes escapou pelos dedos toda a essência que ser adolescente nos traz. Tal como a infância é a altura da descoberta, a adolescência é a altura de pôr todos os pontos nos "is" visando construir a personalidade futura do indivíduo. E é nesta altura que surge o amor. Aquela coisa que a todos nos falta palavras para explicar, aquela coisa que nos move a todos e que nos faz procurar a essência da vida... A certa altura até pensamos que o mundo cai se deixamos de ter essa pessoa ao nosso lado, mas aí a vida dá-nos um empurrão e mostra- nos que para vivermos o essencial é apenas termo - nos a nós. E vamos construindo assim muitos pensamentos e filosofias em torno do que é viver, achando - nos donos da razão, do pensamento e das filosofias que irão fazer de nós grandes seres. Mas o que me enlouquece mesmo, é ver que de nada serviu esta altura do descobrimento. A idade adulta chega e é época de casar, ter filhos, constituir família, fazer todas as viagens que possam e o tempo vai passando e as ideias vão - se apagando, as pessoas vão - se acomodando a ter alguém ali. Ali? Ali ao lado, ali na cama, ali na sala, ali a trabalhar, ali simplesmente. Porque toda aquela euforia de a ver, todo o entusiasmo que o verão contagia a essas pessoas, todo o amor que as faz viver, todas as gargalhadas que partilhavam juntos, desaparece. Acomodam - se e deixam que tudo vá sem que nenhum deles se aperceba e tente conversar e o mais importante, sem que nenhum deles tente mudar a vida monótona, triste e já praticamente delineada que ambos decidem ter.
Agora, talvez por ser adolescente ou ter uma visão incrível do amor, eu só quero mante-lo para o resto dos meus dias, alimentá-lo todos os dias e fazê - lo existir para sempre. Tal e qual como uma mãe que ama as suas crias, ou até mesmo como um homem que ama o seu grupo de futebol, e até mesmo como uma mulher que ama a sua melhor amiga. Eu quero viver de amor e alimentar todos quanto possível dele. Porque pode não existir dinheiro, comida, casa e roupa mas se houver amor... Este é o primeiro passo para a revolta do globo... encontrarem o amor, seja na mulher, no filho, no cão ou no piriquito... O essencial é procurar encontrá - lo e sobretudo, tentar manter o que for verdadeiro porque o que não for... Há que saber identifica-lo para podermos harmonizar o nosso bombeador, encontrando outro.