alicerce

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

completely out


Sinto-me estranha… perdida? A cada dia que passa um sentimento diferente invade-me e eu fico a pensar no que haverei de fazer. A única conclusão a que chego é que não posso fazer muito. Posso esperar que tudo volte ao normal e que o meu mundinho se torne melhor. Uns dias melhores, outros piores.
Será o cansaço? Hoje pareço apagada. Perguntam-me alguma coisa e eu fico a pensar, ou melhor, a tentar pensar porque tudo o que me vem à cabeça, é que nada me vem à cabeça. E fico assim, debruçada sobre o tempo esperando respostas a estes dissabores. Amanhã das duas uma. Ou haverá um apagão maior. Ou formar-se-á luz. 

7 # Carta para o teu ex-namorado/amor

Lá estão outra vez as pessoas, involuntariamente a perguntarem-me por ti e como estou em relação ao ex “nós”. E a verdade é que me farto de te pronunciar, aliás, eu evito. Não só pela dês/ilusão mas como pelo facto de que falar de ti, já nem vale a pena. Foi tudo muito lindo, que fofos que éramos mas como tudo, terminou. Tu seguiste o teu (mau) caminho e eu segui o caminho que decidi. Ambos estamos bem, é o que importa. Não falemos mais daquilo que já não faz sentido falar. 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

até sempre

Nos meus sonhos, dizias que me amavas e que ficavas comigo até sempre. 

8 # Carta para o teu amigo virtual preferido

Olá desconhecido. Tudo bem?
Sabes, não sei bem o que dizer a cerca de ti. Afinal, só trocamos uns comentários. Foi engraçado a forma tão anormal como me fizeste sorrir e sabes, gostei disso. Já não me lembrava de ter falado contigo mas entre tantas pessoas que me passaram pela memória, destacaste-te pelo sentido de humor. Não direi que és o meu amigo virtual preferido e tão pouco, amigo. Direi apenas que gostei muito das tuas palavras. Just this. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

tu, comigo


Cá estou eu a precisar de ti outra vez. Fazes-me mesmo falta, é inacreditável! Preciso de um abraço apertado, daqueles que só tu sabes dar. Tantos meses a tentar conhecer-te aos poucos, dia-a-dia. E eras sempre tu o único que me punha com um sorriso nos lábios de manhã. Eu levantava-me a pensar que ia receber uma mensagem tua de bons dias e acabávamos por falar o resto do dia e um dia, parecia uma hora. Era tudo muito simples, mas para mim, importante, talvez. O mais inacreditável é que ainda hoje, eu estava a pensar que só conseguia imaginar-te a ti comigo, quando já precisasses de uma bengala para te apoiares. Parece que já te via com pouco cabelo e com as rugas de rosto todas traçadas. Eu sei que não pensas do mesmo modo e sei que não vale a pena batalhar pelo impossível. Mas tu sabes que eu só precisava de ti a meu lado, daquilo que ao inicio fomos, grandes amigos. E quem sabe, quem sabe o homem que eu visse a meu lado de bengala, não fosse o meu grande amigo, aquele que me punha com um sorrisão com um simples “rafinha? Bom dia!”.  

o que tiver de acontecer, acontecerá


Parece que a tua ida me fez pensar em tudo que perdi e tudo que conquistei. Tento reagir como se nada fosse, como se o mundo continuasse o mesmo mas tu sabes que não continua. Já nem a mobília da casa é a mesma, vê bem. Mas sabes, eu fiquei no teu cantinho. Não, eu não fiquei com o teu cantinho, eu fiquei apenas a usufruir um pouco mais dele. Ao inicio, mal conseguia entrar, mas agora, agora tudo está mais suave e parece que os meus passos são menos trémulos.
                É triste pensar que já foste, é triste saber que o teu fim realmente chegou. Mas parece que ainda te sinto aqui. Hoje, estava eu deitada no sofá a ver televisão como o habitual e mesmo sem eu ter pedido, ouvi-te tossir. Na verdade eu sei que não eras tu mas fez-me relembrar os tempos em que eu te ouvia e ficava perplexa sem saber o que fazer. E lembraste no dia em que fui eu a tentar ajudar-te? A única coisa que soube fazer foi revelar uma expressão de desespero, levar as mãos ao peito e ficar a olhar-te como se tudo fosse natural. Sim é verdade, não fui corajosa o suficiente para te dar duas pancadas nas costas. Mas até isso eu tinha medo de fazer. Tinha medo de te aleijar ao tentar ajudar, tinha medo de tudo o que pudesse acontecer e de tudo o que não pudesse também.
                Fazes-me pensar na vida de um modo diferente e eu sei que agora dou ainda mais valor a tudo o que tenho. Espero que estejas orgulhoso de mim, sabes, é tudo o que eu mais quero. Depois de pressentir a tua presença, comecei a pensar no futuro. Naquilo que me acontecerá. Será que ficarei como tu, doente mas no entanto feliz e com uma família ao teu lado que faria tudo por ti? Ou será que apenas serei eu, gasta da idade e infeliz? Eu acredito que existe sempre alguém que possa ajudar, mas será que comigo vai ser igual? Enfim, perguntas sem resposta. Mas tu fazes com que me depare com essas perguntas. E até é bom para mim.
                Não sei se tens reparado, mas à uns anos que tudo mudou. Tornei-me mais mulherzinha e se antes pensava muito nos outros, agora é em demasia. Se calhar vou ser como tu. Vou sofrer para aprender. Mas que assim seja. Eu não tenho medo da vida, a vida é que tem medo de mim. O que tiver de acontecer, acontecerá e pronto.