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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

whatever II

1. Como estás? sentada
2. Achas que algo interessante vai acontecer contigo hoje?
Já aconteceu
3. Quantas horas dormiste a noite passada?
7:30?
4. Qual foi a última coisa que comeste? Panado
5. Achas que todos os homens são iguais?
não houve nenhum que até hoje me fizesse pensar o contrário
6. Quando foi a última vez que estudaste?
hoje
7. Quando foi a última vez que te medicaste?
sexta?
8. Quem foi a última pessoa com quem discutiste?
A Catarina
9. Alguma coisa te está a incomodar?
sim
10. Mudavas alguma coisa na tua família?
mudava
11. Como achas que vai ser este teu ano?
mais um
12. Quando achas que será a tua próxima viagem?
amanhã
13. Gostas de alface?
gosto
14. Preferes salada de frutas ou bolo de chocolate?
bolo de chocolate , sem dúvida
15. Preferes loiros, morenos ou com o cabelo vermelho?
morenos
16. Preferes maionese, mostarda ou ketchup?
ketchup
17. Preferes olhos verdes, azuis ou mel?
azuis !
18. Preferes mais novos, da mesma idade ou mais velhos?
depende muito
19. Tens algum amigo(a) que te corrige sempre que estás errado(a) e te faz sentir bem?
tenho e não critico, já que faço o mesmo
20. Tens algum amigo com quem discutes várias vezes, mas que apesar de tudo sabes que te adora?
tenho
21. Tens algum amigo que vive próximo de ti?
tenho -.-
22. Tens algum amigo que é como se fosse teu irmão?
Sim !
23. Tens algum amigo com quem partilhas tudo?
best
24. Tens algum amigo mais velho?
vários
25. Qual é a tua última mensagem recebida no telemóvel? “ amor ! anda ao msn”
26. Diz três coisas que usas/levas sempre para sair?
telemóvel, auriculares e carteira
27. Onde gostarias de viajar?
França, again
28. Tens msn?
sim
29. Estás a ouvir música? estou
30. Se sim, que música? James Blunt – you’re beautiful
31. Que dia da semana gostas mais?
sábado
32. De quem são os e-mails que recebes com mais frequência?
 facebook xd
33. Gostas de chuva?
não desgosto
34. Acreditas que a fé te pode levar a algum lado?
quem sabe ...
35. Pensas casar-te?
talvez
36. A que horas te deitas normalmente?
11:30
37. O telemóvel é indispensável para ti?
quando preciso dele, sim, apesar de viver sem ele
38. Sempre que tomas banho secas o cabelo?
no verão não
39. Com quem falas mais ao telemóvel?
cat 
40. Andas descalço(a) em casa?
às vezes
41. Alguma vez cortaste o cabelo sozinho(a)?
se calhar
42. O que estavas a fazer ontem a esta hora? A rir-me
43. Queres cortar o cabelo agora?
mais ainda?
44. Tens inveja de algum amigo?
não
45. O que gostavas de mudar na tua vida presente? Algumas pessoas
46. E no teu passado?
não mudava, se não estaria a alterar o meu presente também
47. O que te acordou esta manhã?
despertador
48. És muito falador(a)?
pode dizer-se que gosto de socializar
49. Já viste algum homem chorar?

50. Confias facilmente nas pessoas?
tal como desconfio
51. Tens tendência a dar uma segunda oportunidade às pessoas?
acho que todos temos o direito de errar
52. Já alguma mensagem te deixou contente?
normalmente deixam
53. Um olhar vale mais que mil palavras?
sem sombra de dúvidas
54. Custa-te perdoar alguém?
custa, muito
55. Já alguma vez dançaste à chuva?

56. Já alguma vez aconteceu estares à espera de uma mensagem e, quando finalmente o telemóvel toca, vais a "correr" e depois não era de quem estavas à espera?
infelizmente acontece-me várias vezes -.-
57. Quantas mensagens tens ao todo gravadas no teu telemóvel?
258
58. Quem é o teu primeiro contacto da tua lista telefónica?
ana inês
59. E o teu penúltimo contacto com a letra F?
filipe santos
60. E o teu último contacto?
zita
64- Voltavas atrás no tempo?
quanto tempo?
65- Qual foi o momento que mais te marcou? um dos abraços do meu pai
67- Última chamada: Rita pinto
68- Última sms: outra vez?
69- Primeiro amor:
tiago ahaha
70- Última música que ouviste: love remains the same
71- Última vez que choraste: não me lembro, talvez a semana passada
72- Traíste alguém? não
73- Foste traído? é a vida
74- Perdoaste? não
75- Última coisa que lhe dizias se tivesses que partir? quem?
76- No caso de estares em relacionamento, gostas dessa pessoa? da rita? uiiii, nem imaginam
77- Há alguém que querias ter dito amo-te e não disseste? há sempre palavras indispensáveis de dizer
78- Tens saudades? de?
79- Choras? como qualquer um
80- Ris? sempre !
81- Mentes? omitir , é diferente
82- Estás farta destas questões? muito
83- Quem foi a pessoa que mais fez por ti? a minha mãe
84- Já partiste o coração de alguém? acho que sim, mas não queria s:
85- Já choraste por amor? quem não chora por amor?
86- Se visses o teu ex, que lhe dizias? Dependendo do estado de tempo, talvez nem dissesse nada
87- Orientação sexual? hetero
88- És feliz? Muito !
89- Coisa que fizeste que mais te arrependeste: voltar atrás com a minha palavra
90- És odiado? não lhe chamaria ódio...
91- Que te irrita neste momento? Querer receber uma msg e ela não chegar (:
92- Não vives sem: água
94- Campo ou cidade? cidade
95- Amigo ou namorado? ah?
96- Amo-te ou adoro-te? tu é que sabes ...
97- Telemóvel ou câmara? os dois
98- Pai ou mãe? mãe/ pai, em determinado momento
99- Esperas por? uma mensagem
100- Clube: PORTO !
101- Diz o que te apetecer: quanto tempo é que isto demorou mesmo?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Irmã


O modo inesperado como te conheci fez-me pensar que não valia a pena acolher-te junto de mim, pensei realmente que falaríamos durante uns dias e já mais nos cruzávamos. Enganei-me. A tua linda voz já é capaz de me chatear há meses e confesso não querer largá-la. Habituei-me realmente a que por ti, chegasses até a mim. Isso mudou. Agora tenho que ser eu, a lembrar-me de ti, a tentar mudar aquilo que está traçado e ouvir-te realmente, estragar-te.
Não te considero apenas uma amiga, considero-te uma irmã. O nosso caminho possuí realmente ruas em comum e foi inevitável, cruzá-las. Sabes que há coisas em ti das quais não gosto, nomeadamente a tua teimosia ou o facto de seres só por ti. Gosto de ti, mas não gosto de já seres capaz de alterar o meu estado de espírito com uma simples palavra. Conheces-me bem (demasiado bem até).
Sabes que não te quero perder, boneca. Promete-me mais uma vez que isso não acontecerá. Tenho saudades das noites em que me ligas, completamente histérica, quase a chorar. Tenho saudades de contigo, construir uma música sem pés nem cabeça. Tenho saudades da tua gata com os olhos vermelhos. Tenho saudades de te ouvir tocar (muito mal) guitarra. Tenho saudades de te ouvir gozar com alguém. Tenho saudades de contar até três contigo. Tenho saudades de te ver sorrir. Tenho saudades de dizeres «já foi mais um». Tenho saudades de quando me dizes «amo-te irmã». Tenho saudades de ti e de nós.
Lembras-te da primeira vez que me ligaste? Lembraste de atenderes e a primeira coisa que foste capaz de dizer foi «o que é que queres?»? Eu lembro-me, várias vezes até e quando isso acontece surge um sorriso  malandro. Não me importava de voltar atrás, percorrer todos os momentos e adoptá-los com mais carinho, ainda. Talvez porque tu já não me cansas.  
Irmã, sabes o dia 7 de Outubro? Não vou esquece-lo nunca. Independentemente do que o futuro traga ou leve, independentemente de te tornares realmente uma drogada sem futuro, de mim já não te livras.

sábado, 29 de janeiro de 2011

já não sei como agir


Gosto de falar de ti como um estranho e de tratar-te de um modo diferente. Talvez porque sejas mesmo assim, diferente. Já não consigo entender-te, confesso. As noites em claro a tentar entender-te não foram suficientes e sei que se te perguntar, irás achar a pergunta completamente absurda. Não dá sequer para falar contigo, já que a certa altura te deixas das curvas do caminho e decides o tão vulgar STOP. Não gosto de ser igual a ti, a pesar das semelhanças serem imensas, gosto apenas de tentar entender-te, à minha maneira. Vens e voltas quando queres e eu fico perdida, perdida no tempo ansiando a tua chegada longínqua. E permaneço sem te conhecer, como se estivéssemos no escuro, abraçados. Já só consigo detectar a tua voz e as tuas longas mãos. Quero que sejas tu a ligar as luzes e que não definas o STOP, que sigas sem rumo.
Independentemente disso, eu considero-te o que a ninguém, algum dia fui capaz de considerar. Vejo-te na escuridão como uma pessoa linda, como a pessoa que pensei conhecer.
Vens à minha mente e deixo o meu pensamento voar. Eu só te encontro rodeado por pessoas e todas elas te dominam. Não devia ser assim, eu gostava que o meu pensamento te encontrasse junto de mim, abrindo os teus grandes braços para me aconchegar. Mas mais uma vez o meu olhar rejeita o teu e move-se até se sentir em segurança. Já não sei o que pensar, já não sei como agir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

soul II


A encruzilhada está quebrada. A tua rua desabou sobre a praia arenosa e as ondas invadiram a dona da razão. Vou delinear o teu antepassado como fonte perseguidora e acolher-te de novo, paz e serenidade. Antes de te dar ordem, agiste e feriste-te, espero que aprendas mais uma vez. A esperança que permanecia junto de ti escapou. E agora o que ficou? Se ela é sempre a última a partir e não lutou por te iludir. Vais ter de a encontrar e pedir-lhe para ficar, enquanto a tua rua ainda se encontra morna pelo sol, enquanto o teu olhar ainda se encontra húmido do esforço. Não podes ficar assim por mais tempo, ergue-te, como sempre foste capaz. Sabes que toda a gente já errou? Lembra-te das vezes em que ficaste do lado destes e daqueles, independentemente da gravidade da situação causada. Não te debruces muito sobre o teu passado já que esse não é o teu orgulho. E se alguém te confrontar, lembra-te que não és a única, que o mundo é feito de pessoas assim, como tu. A diferença é que existem pessoas que sabem ser superiores e há outras que pelo contrário, não são imunes e se revoltam. Orgulha-te daquilo que és. Luta por seres melhor.
Não deixes que a tua alma se suje com actividades precoces, deixa que seja o destino.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

adormeci, finalmente


Estou cheia de frio e não aguento esta pressão. Acho mesmo que vou morrer. Não é possível, isto não pára? Começo a fartar-me do ar gélido a fugir daquelas frinchas que mais parecem grades de uma prisão, mas a verdade é que saem e as sinto na pele. Já é tarde e o meu corpo está a fracassar, começo a bater o dente. Acho que o melhor é mesmo embalar-me num cântico suave, talvez os meus lábios cedam e passem de gélidos, gretados e frios a quentes, suaves e doces. Resultou mesmo, estou bem melhor. Vou rodar um pouco para a direita. Quero dormir! Oh, não aguento, acho que se isto continuar vou ter mesmo de me juntar aos desconhecidos que falam suavemente, e provavelmente já repararam como me sinto cansada e nos meus lábios que se mexem ao som da música. Não me acredito que ainda só passaram dez minutos, faltam duas horas, estou a desfalecer. Acho que vou juntar-me às pequenas. Já oiço cada inspiração e expiração de cada uma delas, o ar é mais quente, mas mantém-se frio. Se não me mover mais um bocado, daqui a uns dias não me mexo. Vou pôr o gorro na cara e tentar, mais uma vez, adormecer neste “ambiente glacial”.  Enrosquei-me e finalmente senti morno na minha pele e preparava-me para sonhar levemente.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

absent

Saudade é uma coisa que se sente do que se ama e está ausente. É um mal que destrói a alma e corrói o corpo.
Fernanda Frazão

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

life

Vida é o per(curso) onde aprendemos a cair e a levantarmo-nos pelo próprio pé. No entanto ao longo do caminho existem feridas que se curam e outras que deixam cicatrizes.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

arrive

Já não me consegues suportar abaixo, nem tu, nem NINGUÉM .

Expulsion


Estou completamente atormentada com os pesadelos que permanecem na minha mente, noite após noite os sonhos tornam-se reais. Estás completamente desorientada do mundo real e eu juro que já não te consigo ajudar, eu dou sempre tudo de mim. Quando mais te dou valor mais duvidas de mim e eu começo a fartar-me de me aperceber que para ti já não sou o que fui. Descarregas tudo em mim como se eu fosse algum farrapo velho, alguma pedra que estivesse lá, quietinha, pronta a ouvir e não pronunciasse letra que contrarie essa tua vontade, vontade de liderar. Farto-me dessas tuas manias, dessas tuas perseguições e da tua falta de autonomia. Não és capaz de por ti, chegar a alguma conclusão sem arranjar outro meio que o justifique. Tornas-te repetitiva e eu torno-me doentia com a agonia de ter de ouvir isto dia após dia. Em tempos jurei que voltasses a errar não te perdoaria e confesso que já pensei ponderar mais as tuas atitudes. Agarras-te a mim como se eu fosse um objecto que possuísses e não admites que alguém lhe toque, dizes que mudo e contribuis para que isso aconteça.
Tenho realmente medo de contar tudo o que me dizes a alguém e vou guardando, até à altura em que não possua mais forças para o suportar sozinha e esta lealdade deixe de existir, parte a parte. És mais uma desilusão dentro de muitas. Agora és apenas isso. Por mais bem que me queiras nada justifica actos permanentes e realçados que me sufocam e ferem ainda mais com o tempo. Eu posso ter de aguentar contigo até à extinção, mas assim, não.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

soul


Olha bem para ti. Todos os dias se sucede é constante, estás a tornar-te repetitiva, começo a não conseguir entender-te. Permaneces sempre a oscilar, pernas encolhidas e rodeada por várias mantas que te acolhem mas daí só se observam os teus olhos azuis que tentam deixar presente uma marca tua, uma identificação. Deslizas o olhar pelo telemóvel e sem hesitar colocas os auscultadores, agarraste ao teu urso de peluche que é o único que no momento é capaz de te acalmar e mais uma vez, tal como sempre decides ouvir a música. A mesma música que todos os dias te faz pensar na mesma coisa, a mesma que te faz lembrar sempre a mesma pessoa, a mesma que amas cantar com toda a alma e coração, a mesma música que és incapaz de alternar. Eu começo a achar-te fraca demais, começo a pensar que a tua fortaleza se está a degradar com o que ganhas e o que perdes. Inacreditável é isso mesmo, o modo como te perdes nas ilusões e nos factos depois de já teres vivido tanto e de saberes isso mesmo. Tenta controlar-te um bocado, tu sabes que és capaz.
Não podes, não podes deixar escorrer essa lágrima que está no canto do teu olho pela tua face. As razões estão obscuras e a tua alma que permanece inundada de solidão. Solidão que é quebrada com um simples ser, solidão que entristece o coração e o torna gélido. Talvez mereças esse sentimento, essa nostalgia dominante e crescente. Queres apenas uma coisa e não a consegues obter, lutas por ela e ela foge-te entre os dedos já húmidos da lágrima desoculta. Talvez um dia a possuas, quando menos esperares, tal como sempre aconteceu. Não estás convicta disso e então preferes afogar-te nas memórias e tentares assim, encontrar um ponto de conforto juntamente com a tua melodia constante e as tuas lágrimas sós. Talvez se lutasses mesmo pelos teus objectivos os conquistasses, ou então fizesses com que esses objectivos se afastassem ainda mais, neste caso não sei como te ajudar. Mas torna-se um bocado ridículo, o modo como foste capaz de crer sem que tivesses a certeza (ou melhor, na altura tu possuías realmente razões para acreditar, na altura).
Deixa-te apenas disso, do teu ritual entristecedor e da nostalgia permanente, por mais que esse te pareça o pior sentimento e seja aquele que te rodeia momentaneamente.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

also forgive




Tenho de conseguir alcançar os meus objectivos até começar dois mil e onze!
É impossível não pensar no que estará para vir, é impossível não ligar e deixar-te seguir. Eu lutarei para chegar até ti, felicidade. Sei que sozinha não conseguirei, vacilarei(…).
Pensei estar distante, mas concluí que o que eu o conceito que o me facultaram estava errado. Bati com a cabeça e aprendi, espero que seja sempre assim até que todo o ensinamento permaneça instruído. Se errar é humano, perdoar também.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

I thought that you should know


Já é a terceira vez que escrevo para ti, talvez isto se esteja a tornar repetitivo e eu sinta mesmo a tua falta. A verdade é que vou dizendo que já não são saudades, é um hábito. Acho que nasci para sofrer por ti, várias vezes. Não vejo o fim de o tormento dizer adeus. Quero que voltes para o meu lado e me trates como uma princesa, como se o mundo acabasse amanhã. Toma conta do meu sonho, fá-lo deixar de ser um mero sonho, torna-o realidade.
Muita gente deve pensar que foste a minha maior desilusão, acho que não tenho o direito de citar isso, afinal sem ti eu já não seria nada. Também não posso dizer que foste o meu maior orgulho, feriste-me mais do que ninguém mas não te posso julgar para sempre por isso. Não sei nada de ti, hoje em dia e nem quero saber. Dás novidades quando queres, prometes estar comigo em breve e o tempo vai passando. Por vezes pareço que estou indiferente ao que me dizes, mas nunca estive e talvez seja por isso que me desprezas tanto. Quando decidires voltar e dar-me o valor que já deste, em tempos, eu cá estarei.
Até lá, minha vida, o teu lugar permanecerá guardado em mim.

you belong to me




Acredito que nada aconteça por acaso, não és excepção. Cada vez que me olho ao espelho, reconheço os traços do teu rosto, já te conheço à distância. Eu queria permanecer por perto, mas não me deixas. Quanto mais perto quero estar, mais longe permaneço ...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

because with you




Lembro-me de dizer várias vezes que tinha mudado em relação à confiança que dou às pessoas, lembro-me de dizer que errei e que me serviu de lição. Tenho de admitir que os meus fracassos não foram suficientes, voltei a cometer o mesmo erro. Tenho medo de cair na tentação da ilusão. Porque foi o que aconteceu desta vez, porque desta vez eu iludi-me com palavras fortes que permaneciam nos momentos certos.
A verdade é mesmo essa, tu não és aquela pessoa que jurei lutar. Tu foste apenas mais uma pessoa, que mostrou uma parte linda de si, num momento que calhou. A verdade foi que permaneceste e apareceste na altura certa e ajudaste-me a erguer e a sorrir de outra maneira, mudaste realmente os meus dias. Tu és mesmo especial, tu és mesmo diferente. Talvez seja por isso que não te consiga entender, talvez seja por isso que sinta tanto a tua falta. É estranho ver-te dias preocupado comigo (ou talvez não) e de um dia para o outro mudares completamente. Descobri em ti actos que já não me fascinam, só me desiludem. E é horrível aperceber-me do inicio de tudo, saber que realmente o tempo muda. Não foste excepção e continuas em mudança constante, podia tentar manter-te perto de mim mas fartei-me de ser sempre eu, o pilar dos mais belos monumentos. É verdade que sinto algo diferente em ti e sei que um dia eu descobrirei o que é, acredito que não tenha sido por acaso que nos cruzamos no mesmo caminho. Nem que seja porque contigo aprendi, mais uma vez, que ninguém é aquilo que parece.

domingo, 19 de dezembro de 2010

I hate you!


Avaliei cada traço teu e em cada um, descubro um significado diferente, uma marca acabada. É inacreditável como tudo o que observei é o mesmo, mas contudo tão diferente. Acho que já sou capaz de te descrever minimamente sem te possuir. És um ser tão estranho e por mais adjectivos que tente encontrar para te descrever totalmente nenhum é preciso e nenhum te classifica com dignidade.
Não sei porquê, mas sou capaz de passar horas a contemplar-te, sou capaz de passar horas, completamente imune de acções distantes. Talvez pelo teu olhar encantador ou pelos teus actos indescritíveis!
Eu odeio-te! Eu odeio-te por conseguires alterar o meu estado de espírito com uma mera palavra! Eu odeio-te por não conseguir despegar-me de ti quando quero! Eu odeio-te por não te perceber! Eu odeio-te por causares em mim um sentimento de segurança que me acalma nos momentos mais fracos. Eu odeio-te por seres das únicas pessoas a quem eu chamei de tudo ao inicio e agora denomino um ser completo de incógnitas por decifrar. Eu odeio-te por talvez amanhã lembraste de mim e eu quase “esquecer” os dias em que destruíste a minha felicidade contagiante. Eu odeio-te por seres tão fraco e incapaz de me dizeres o que queres e quando queres sem hesitar. Eu odeio-te porque por mais que me queira afastar de ti, há sempre algo que me faz pensar em ti ou relembrar gestos teus. Eu odeio-te por te teres tornado tão importante para mim, sem que eu queira.
Já que sou assim tão forte, então eu vou seguir. E já como me disseste que eu saberia que escolhas fazer, por mais que esta seja a errada então eu não a vou desfazer.
Não te entendo e já tentei várias vezes, fartei-me de tentar.

domingo, 12 de dezembro de 2010

everybody make their choices



Ao longo destes anos tenho percebido que o mundo já não é o mundo a que me habituei a observar. Hoje sou capaz de ver o que está ao meu redor de formas diferentes e sinceramente? Eu já nem sei se preferia viver na inconsciência e questionar-me a toda a hora sobre o funcionamento, a capacidade e a razão dos factos. Talvez na altura fosse mais feliz por saber tão pouco acerca daquilo que me rodeia, mas tão triste por ser incapaz de explicar factos que são evidentes. E agora eu continuo a questionar-me por razões mais complexas mas chego à conclusão que as simples são as que faziam parte. Tudo se tornou estranho e receoso.
Eu tento encontrar um facto para isto, mas eu não encontro nada e fico mais uma vez, perdida nas incertezas de um caminho. Sinto-me fatigada de percorrer o caminho, sinceramente. Mas apesar de tudo orgulho-me, orgulho-me por conseguir encontrar forças, forças das quais não imaginara ter. E eu sei que vai ser sempre assim, mesmo que me encontre na solidão que nunca é permanente. O que me habituei a observar mudou, mas eu não vou mudar com ele. Cada um faz as suas escolhas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

never more!


E uma vez mais estou perdida, confesso. Não sei mesmo o que fazer, ou melhor, saber eu sei. Eu sei que tenho de negar e permanecer assim. Mas talvez eu não aguente esta permanência por muito mais tempo. É limitado saber que dou tudo de mim e sei que isso é MUITO! Sempre soube que teria de lutar muito para atingir os meus objectivos, não é que sejas um objectivo, porque na verdade és mais, mas receio desistir antes de atingir. Espero não perder as forças a meio e prosseguir tal e qual como no início, sem descambar, sem cair, mas se isso acontecer eu sei que me erguerei, sem medos. A tua atitude foi completamente irracional, já mais me culparei por isso. Talvez te lembres de mim sem que tenha de te relembrar meu gesto.

domingo, 5 de dezembro de 2010

The mirror



Quando paro um pouco diante o espelho, parece que o mundo muda, parece que há outro lado da vida. Pode ser das coisas mais ridículas, mas sou capaz de parar horas e horas a olhar o espelho, imaginando acontecimentos, contemplando rostos. Não é só pelo facto de olhar para os meus olhos e ver o rosto do meu pai ou olhar a forma da minha face e ver a minha mãe, não. Quando me olho ao espelho consigo sorrir sem fim, consigo imaginar acontecimentos do passado e relacioná-los com todas as situações do presente. Não é ser possessiva.
Quando eu era pequenina amava contemplar fotos (minhas) em bebé junto da minha cara e comparar todos os traços, todos os brilhos. Mas ainda hoje dou por mim a sorrir perdidamente sobre as minhas fotografias, lembrando-me da minha ignorância da altura e desejando manter-me assim por muito tempo. A minha vida deu reviravoltas incríveis que eu já mais imaginaria que houvessem. Desapareceram pessoas que permaneciam comigo desde a minha infância, outras ainda permanecem comigo e há ainda pessoas que nunca imaginei conhecer. Mas o passado já não importa! Tal como já citei anteriormente, aprendi a dar valor a quem realmente se preocupa comigo e àqueles que por mais não saiba quem são, vou aprender a saber.
O espelho? Esse caminhou ao longo da minha vida sempre por perto, porque é mais do que uma simples reflexão do que existe, é também uma reflexão daquilo que não há e daquilo que já houve. Diante dele não vejo apenas o meu rosto, vejo e imagino também o de todos os que me rodeiam e imagino acontecimentos incompreensíveis.
A verdade é que para muitos pode ser estranho, mas para mim o significado está bem nítido.